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Apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente; uma doação pode salvar até quatro vidas

Neste domingo, 25, é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, data instituída em 1964 a fim de homenagear “o sentimento da solidariedade humana” por meio da doação de sangue. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil 1,6% da população brasileira é doadora de sangue. A ABHH parabeniza todos os doadores, porém reforça a necessidade de mudança na cultura do brasileiro em relação à doação de sangue.

Apesar do número estar dentro dos parâmetros mínimos da Organização Mundial da Saúde (de pelo menos 1% da população doadora), no final do ano os estoques de sangue diminuem, o que pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas que utilizam sangue e outros hemoderivados para o tratamento de doenças, cirurgias ou no caso de acidentes. A média ainda está aquém dos 3% considerados ideal pela OMS.

“Nesses meses de encerramento e início de ano, as pessoas costumam se ocupar nas festas e viagens de férias, ocasionando diminuição dos números das doações, porém a necessidade de transfusões permanece”, explica o presidente da ABHH, Dr. Dante Langhi Júnior. Segundo levantamento do estoque da Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, dos oito tipos de sangue, cinco encontram-se em situação crítica.

Cerca de 3,3 milhões de pessoas doaram sangue e contribuíram para aproximadamente 2,8 milhões de transfusões sanguínea no país somente em 2017, segundo o Ministério da Saúde. A maioria de homens (60%) e jovens entre 18 e 29 anos (42%). “É importante conscientizar as pessoas que a doação de sangue é um ato totalmente altruísta e de cidadania”, explica o presidente da ABHH.

Uma doação, quatro vidas salvas

Após a coleta, os hemocomponentes podem ser separados em quatro partes: hemácias; plaquetas; plasma; e crioprecipitado. Cada uma pode ser usada de forma separada de acordo com a necessidade do paciente.

Como doar

No Brasil há 32 hemocentros e 2.034 serviços de hemoterapia, incluindo hemocentros regionais, núcleos de hemoterapia, unidades de coleta e transfusão, central de triagem e laboratorial de doadores. Para doar é necessário pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 69 anos e estar descansado. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições leves e não ter ingerido bebidas alcoólicas pelo menos 12h horas antes da doação.

Homens podem doar quatro vezes ao ano com intervalo mínimo de dois meses entre uma doação e outra, e mulheres podem doar até três vezes com periodicidade de 90 dias.

Doar é seguro

O volume de sangue coletado é baseado no peso e na altura do doador para evitar qualquer problema. O organismo também repõe todo o volume de sangue doado nas primeiras 24h após a doação. Além disso, todos os materiais são descartáveis e de uso único, impossibilitando qualquer risco de contaminação durante o procedimento.

Para o receptor, a partir da implementação do teste NAT em 2014 com forte participação da ABHH, o processo para receber o sangue tornou-se mais seguro. Doenças como HIV e Hepatites B e C são detectadas pelo procedimento que tem capacidade de identificar se a pessoa está contaminada mesmo que haja um curto período entre o dia de contaminação e a doação.

O Ministério da Saúde disponibiliza uma série de perguntas e respostas a fim de esclarecer eventuais dúvidas da população. Acesse o site e saiba mais.