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I Encontro do Grupo de Gamopatias Monoclonais faz sucesso

“Superou as expectativas e vamos incluir o Evento no calendário da ABHH” disse muito entusiasmado, Ângelo Maiolino, diretor da ABHH e Coordenador do I Encontro do Grupo de Gamopatias Monoclonais que reuniu mais de 130 inscritos que lotaram uma das maiores salas no Hotel Pullman em São Paulo.

A previsão do coordenador é realizar o encontro anualmente, mas no segundo semestre do ano preferencialmente em setembro. Em três dias foram apresentadas 37 Aulas com foco em mieloma múltiplo, amiloidose AL, macroglobulinemia de Waldenstrom e leucemias de células plasmáticas.

Maiolino explicou que o grande interesse dos especialistas brasileiros em participar do encontro é devido aos enormes progressos nessa área, particularmente no mieloma com as novas drogas já aprovadas e em uso no mundo e ainda parcialmente aprovadas no Brasil. A expectativa, segundo ele, é que as novas drogas sejam aprovadas em nosso país brevemente. Algumas estão há vários anos na fila da Anvisa. Maiolino também defende a ampliação do acesso aos medicamentos tanto na rede pública como nos planos de saúde.

Carlos Chiattone, diretor da ABHH, avaliou durante entrevista que a restrição ao acesso é um problema mundial e elencou três pontos que devem ser considerados: a necessidade de redução no custo das pesquisas e dos preços, a existência de um maior número de drogas para o mesmo tratamento estabelecendo assim concorrência saudável e identificar quais os pacientes que realmente são indicados para os tratamentos.

Vania Hungria que junto com Maiolino integra o International Myeloma Working Group, o mais importante do mundo nesta especialidade, destacou que o encontro representa uma grande oportunidade para a educação e integração dos médicos com o Grupo Brasileiro de Mieloma. “É um momento único para atualização sobre os cenários nacional e internacional das doenças tanto em relação ao diagnóstico precoce como tratamento”, explica a hematologista.

Jorge Vaz, também diretor da ABHH, junto a Roberto Magalhaes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, observa que uma das características positivas do encontro foi a presença e o interesse de médicos de outras especialidades, além de enfermeiros, biomédicos e profissionais da área da saúde em geral.

A velocidade registrada nos últimos anos em relação ao surgimento de novas tecnologias foi destacada por Edvan Crusoé, da Universidade Federal da Bahia, o que provoca grande impacto tanto no diagnóstico como no tratamento. Ele ainda avaliou que esse formato de encontro facilita a integração entre os especialistas de todo o país e já é um sucesso devido a lotação da sala o tempo todo.