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Pesquisa com CAR-T Cells desenvolvida em Ribeirão Preto é destaque na Rede Globo

Premiado em junho com o prêmio ASH Global Research Award, oferecido pela American Society of Hematology (ASH) para jovens cientistas, o Dr. Renato Cunha foi destaque no último dia 17 durante o EPTV 1ª Edição, da TV Globo de Ribeirão Preto. O especialista está desenvolvendo uma pesquisa para a produção de linfócitos geneticamente modificados, conhecido como CAR T-cell (Chimeric Antigen Receptors), na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Com apoio da American Society of Hematology (ASH), Cunha recebeu uma bolsa de três anos no valor de 150 mil dólares para iniciar a pesquisa, que posteriormente poderá ser revertida para o tratamento de câncer no sistema público de saúde.

“É um tratamento caro e que requer um desenvolvimento científico importante. Temos agora uma oportunidade de desenvolver esta tecnologia no Brasil. A expectativa é que possamos construir uma plataforma de pesquisa para desenvolver o CAR T-Cell com tecnologia 100% brasileira”, disse o especialista para a ABHH em julho.

O tratamento será disponibilizado para pacientes que tenham se submetido a terapias convencionais contra leucemia mielóide aguda e não obtiveram o resultado esperado. Para a emissora, a Dra. Belinda Pinto Simões, chefe da unidade de transplantes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e integrante do Comitê de Transplante de Medula Óssea da ABHH, explicou o tratamento. “Eu dou uma especificidade para este meu ‘soldado de elite’, então eu dou uma mira para ele, que vai deixar de mirar no fígado, coração e pulmão […] Então se eu defino que a mira será na leucemia, ele vai atacar a célula da leucemia”, disse.

A pesquisa está na fase de validação e a expectativa é que os testes em humanos sejam realizados a partir de 2019. Clique no link e veja a notícia na íntegra.

Sobre o prêmio

O prêmio tem como objetivo incentivar a pesquisa em hematologia em todo o mundo por meio de jovens pesquisadores. O ASH Global Research Award exige que o cientista tenha menos de 15 anos de formado e o trabalho seja orientado por um pesquisador local e outro global. No Brasil, o Dr. Eduardo Rego, coordenador do Comitê de Leucemias Agudas da ABHH e professor da FMUSP/RP, será o mentor local do trabalho. Já o Dr. Ronald Gress, do National Cancer Institute, nos EUA, será o orientador global.